Publicada em 28/11/2025, 14:40:28
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28/11/2025, 14:40:28
Semarh promove nova ação de soltura e devolve quase 50 animais silvestres às reservas do Norte do Piauí
As primeiras luzes do dia ainda desenhavam sombras nas matas do Norte do Piauí, quando as portas das caixas de transporte começaram a se abrir. Um a um, com cautela ou pressa, com asas abertas ou passos lentos, quase 50 animais silvestres voltaram a sentir o cheiro da liberdade. A cena marcou mais uma grande ação do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), que vem intensificando o trabalho de resgate, reabilitação e soltura no estado.

Foram liberados 20 jabutis, das espécies piranga e tinga, além de uma diversidade de aves e pequenos mamíferos: dois chico-preto, dois sabiá-laranjeira, seis galo-de-campina, dois bigode-de-coleira, um golinho, um garibaldi, um cancão, dois saguis-de-tufo-branco, dois papa-capim, um caburezinho, um bigodinho, uma rolinha, um xexéu, um carcará e uma buraqueira. Animais que, por diferentes caminhos, haviam perdido seu espaço na natureza, seja por terem sido mantidos como domésticos, seja resgatados de situações de tráfico ou maus-tratos.
De acordo com a Semarh, a maioria chega ao Cetas debilitada, desnutridos, feridos, com dificuldades de locomoção ou comportamento alterado. Meses de tratamento são necessários para recuperar a musculatura, a capacidade de voo, o faro, a autonomia para forragear. Só quando os técnicos garantem que cada um está apto é que a soltura é autorizada. Neste ano, o trabalho já soma mais de 150 animais devolvidos ao habitat natural, um número bastante expressinho para o centro, que se consolida como referência em proteção da fauna no estado.
De acordo com a Semarh, a maioria chega ao Cetas debilitada, desnutridos, feridos, com dificuldades de locomoção ou comportamento alterado. Meses de tratamento são necessários para recuperar a musculatura, a capacidade de voo, o faro, a autonomia para forragear. Só quando os técnicos garantem que cada um está apto é que a soltura é autorizada. Neste ano, o trabalho já soma mais de 150 animais devolvidos ao habitat natural, um número bastante expressinho para o centro, que se consolida como referência em proteção da fauna no estado.

Foram liberados 20 jabutis, das espécies piranga e tinga, além de uma diversidade de aves e pequenos mamíferos.
A gerente de Fauna e Proteção Ambiental da Semarh, Danielle Melo, destaca o impacto desse esforço. “Cada soltura é a celebração de uma segunda chance. Nós acompanhamos todo o processo de recuperação e sabemos o quanto esses animais lutam para voltar ao seu ambiente. Quando eles finalmente retornam à natureza, estamos não só devolvendo vidas ao seu lugar de origem, mas ajudando a restaurar os ecossistemas do Piauí”, destacou.
As reservas ambientais onde as solturas acontecem foram previamente avaliadas por técnicos da Semarh, garantindo alimento, água, abrigo e segurança para cada espécie. O cuidado minucioso se repete em cada etapa: desde a triagem inicial até o monitoramento pós-soltura.
As reservas ambientais onde as solturas acontecem foram previamente avaliadas por técnicos da Semarh, garantindo alimento, água, abrigo e segurança para cada espécie. O cuidado minucioso se repete em cada etapa: desde a triagem inicial até o monitoramento pós-soltura.

O cuidado minucioso se repete em cada etapa: desde a triagem inicial até o monitoramento pós-soltura.
A cada novo grupo que volta ao mato, a floresta ganha cores, sons e equilíbrio. E o Piauí colhe o resultado de políticas públicas que unem ciência, proteção ambiental e sensibilidade, lembrando que a natureza só se recompõe quando há mãos que cuidam, olhos que vigiam e instituições que atuam para que a vida siga seu curso.